Palmeiras empata em 0 a 0 com o Cruzeiro e mantém liderança no Brasileirão

alt nov, 21 2025

O Palmeiras não venceu, mas não perdeu. Em um duelo de titulares e tensão crescente, o time verde conquistou um empate em 0 a 0 contra o Cruzeiro no Allianz Parque, em São Paulo, neste domingo (26 de outubro de 2025), pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro Série ASão Paulo. O resultado, apesar da ausência de gols, foi suficiente para manter o time de Abel Ferreira, treinador do Palmeiras na liderança do campeonato com 62 pontos — uma vitória a mais que o Flamengo, que segue a um ponto de distância. O Cruzeiro, por sua vez, permaneceu na terceira colocação com 57 pontos, ainda a cinco do líder, mas com a sensação de que o título escorregou pelas mãos.

Um jogo de oportunidades perdidas e defesas impecáveis

Nada de golaços. Nada de erros graves. Apenas uma partida onde as chances foram muitas, mas a finalização, rara. O Palmeiras teve a posse de bola por 62% do tempo, segundo dados da ESPN, e criou cinco oportunidades claras de gol — entre elas, uma de Maurício, logo após entrar no segundo tempo, que dominou na área, girou e bateu para fora, com Cássio apenas esticando o braço. Já o Cruzeiro, mais contido, contou com Kaio Jorge, seu artilheiro com 15 gols na temporada, quase isolado no ataque. A única chance real do time mineiro veio aos 37 minutos da etapa final, quando Christian, na intermediária, lançou Wanderson, que chutou cruzado e o zagueiro Gustavo Gómez fez um bloqueio milagroso com o peito.

O árbitro Rafael Rodrigo Klein, do Rio Grande do Sul, teve um dia tranquilo, com apenas um cartão amarelo — aplicado ao zagueiro Fabrício Bruno, aos 71 minutos. O VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, não teve nenhuma decisão significativa a rever. O jogo foi marcado por uma intensidade física alta, mas sem agressividade excessiva. Os dois times, com elencos reforçados, pareciam mais preocupados em não errar do que em correr riscos.

Os técnicos: dois portugueses, uma mesma filosofia

O duelo técnico entre Abel Ferreira e Leonardo Jardim foi o grande atrativo fora de campo. Ambos com passagens marcantes pela Europa, ambos adeptos do controle de jogo e da pressão alta, mas com abordagens distintas. Ferreira, com seu Palmeiras mais vertical e rápido nas transições, optou por manter a estrutura de sempre: quatro zagueiros, dois volantes e duas alas que cortavam o campo. Jardim, por outro lado, montou um 4-2-3-1 mais compacto, com Lucas Romero e Lucas Silva como dupla de volantes, e Christian como criador isolado atrás de Kaio Jorge e Wanderson.

“Não foi um jogo bonito, mas foi um jogo de quem quer vencer. O importante é manter a liderança”, disse Ferreira ao final, com um sorriso contido. Jardim, mais reservado, apenas apontou: “Tivemos chances. E o Palmeiras também. O empate não é um fracasso, mas não é o que buscamos.”

Desfalques e o peso da pressão

Desfalques e o peso da pressão

O Palmeiras entrou sem Piquer, suspenso por acumulo de cartões, e com Aníbal fora por edema na panturrilha — um desfalque importante na lateral direita, que forçou Bruno Fuchs a atuar em posição não natural. Já o Cruzeiro voltou com Cássio, o goleiro veterano, de volta após cumprir o protocolo de concussão. Seu retorno foi celebrado pelos torcedores, mas não alterou o ritmo do jogo.

“A gente sabia que seria difícil. O Palmeiras está em um nível diferente. Mas o que mais pesa é a pressão de saber que, se a gente perde, o título fica mais distante”, admitiu Kaio Jorge, em entrevista pós-jogo. Ele, que marcou os dois gols na vitória mineira por 2 a 1 no Mineirão, foi marcado de perto por Gustavo Gómez e Murilo — e quase não tocou na bola na área.

As estatísticas que contam a história

- Palmeiras: 62 pontos (19 vitórias, 5 empates, 5 derrotas) — 53 gols marcados, 26 sofridos — saldo de +27
- Flamengo: 61 pontos (18 vitórias, 7 empates, 5 derrotas) — 51 gols marcados, 24 sofridos — saldo de +27
- Cruzeiro: 57 pontos (16 vitórias, 9 empates, 5 derrotas) — 42 gols marcados, 21 sofridos — saldo de +21

A diferença entre Palmeiras e Flamengo, apesar de apenas um ponto, é crucial: o time alviverde tem uma vitória a mais. Isso significa que, mesmo que o Flamengo vença seus jogos restantes, o Palmeiras só precisa de um empate para garantir o título. O Cruzeiro, por sua vez, precisa vencer todos os seus jogos restantes — e torcer por duas derrotas do Palmeiras e uma do Flamengo. Matematicamente, ainda é possível. Na prática? Quase impossível.

O que vem a seguir

O que vem a seguir

O Palmeiras volta a campo no domingo, 2 de novembro de 2025, às 16h, contra o Grêmio na Arena de Taquaral, em Campinas. Já o Cruzeiro enfrenta o Fortaleza, também fora de casa, no mesmo dia, às 19h. Para os mineiros, é mais que uma partida: é uma obrigação. Para os alviverdes, é apenas mais um passo rumo ao título.

Este foi o segundo confronto entre as equipes em 2025. O primeiro, no Mineirão, terminou 2 a 1 para o Cruzeiro, com dois gols de Kaio Jorge. Agora, o equilíbrio foi restabelecido — mas a liderança, não.

Frequently Asked Questions

Por que o empate foi considerado uma vitória para o Palmeiras?

Porque o Palmeiras já liderava o campeonato e o Flamengo havia perdido na rodada anterior. Um empate manteve a vantagem de um ponto e, mais importante, preservou a diferença de uma vitória a mais — o que é decisivo no critério de desempate. Mesmo sem vencer, o time alviverde avançou no tabuleiro do título.

Qual o impacto do desfalque de Piquer no Palmeiras?

Piquer, suspenso por acumulo de cartões, era peça-chave na transição defensiva e na saída de bola. Sua ausência forçou Bruno Fuchs a atuar como lateral direito, uma posição não natural, o que limitou a amplitude ofensiva do time. O Palmeiras criou menos por esse lado, e o Cruzeiro aproveitou para concentrar defesa no setor.

O Cruzeiro ainda tem chances matemáticas de ser campeão?

Matematicamente, sim. Mas é extremamente improvável. O Cruzeiro precisa vencer seus quatro jogos restantes e torcer por duas derrotas do Palmeiras e uma do Flamengo. Com o calendário apertado e a qualidade dos adversários, a probabilidade é inferior a 2%. A realidade é que o título já está praticamente nas mãos do Palmeiras.

Como o resultado afeta a disputa por vaga na Libertadores?

O empate fortalece a posição do Cruzeiro na briga pela terceira vaga da Libertadores. Com 57 pontos, o time mineiro está três pontos à frente do quarto colocado, o Botafogo. Mesmo com o empate, o Cruzeiro manteve a vantagem e agora pode encarar os últimos jogos com tranquilidade. Já o Flamengo, com 61 pontos, já garantiu vaga, mas ainda luta por posição de chave.

Por que o jogo foi tão fechado, sem gols?

Porque os dois técnicos priorizaram a organização defensiva. Abel Ferreira, mesmo em casa, não quis correr riscos com a vantagem na tabela. Jardim, por sua vez, sabia que o Palmeiras era mais perigoso no ataque e optou por uma defesa compacta. O resultado foi um jogo de erros mínimos, mas também de pouca criatividade. A falta de gols reflete mais estratégia do que falta de talento.

Qual foi a importância do retorno de Cássio para o Cruzeiro?

Cássio voltou após um mês fora por concussão e trouxe experiência e confiança à defesa. Embora não tenha feito grandes defesas, sua presença acalmou a zaga e evitou que o time recuasse ainda mais. Seu retorno foi simbólico: mostra que o Cruzeiro ainda tem capacidade de manter a estabilidade mesmo com pressão alta — algo essencial para os jogos finais.

17 Comentários

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    Bruno Leandro de Macedo

    novembro 22, 2025 AT 22:52
    0 a 0? Sério? Parece que o Palmeiras tá jogando com o modo 'não erra, não ganha' ativado. 😅 Mas pelo menos tá na frente... enquanto o Flamengo tava perdendo, né?
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    lu garcia

    novembro 24, 2025 AT 14:31
    Nossa, que jogo intenso! Mesmo sem gols, vi tanta dedicação... cada defesa do Gustavo Gómez parecia um filme! 💪👏 Vai que o título tá quase!
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    felipe kretzmann

    novembro 25, 2025 AT 04:45
    Esse Cruzeiro é uma piada. Não tem coragem, não tem raça, só fica esperando o Palmeiras errar. E ainda querem título? KKKKKKKK
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    Junior Lima

    novembro 25, 2025 AT 17:46
    Pra quem tá dizendo que o jogo foi chato, só lembrar que o Palmeiras tem 62 pontos e o Flamengo 61. A gente não precisa de golaços pra vencer o campeonato. Estratégia é coisa de gênio.
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    Leticia Mbaisa

    novembro 26, 2025 AT 01:45
    Foi um jogo de quem sabe o que quer. Nada de exibicionismo. Só foco.
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    Luis Silva

    novembro 27, 2025 AT 20:30
    Se o Abel Ferreira tivesse jogado com mais ousadia, o jogo teria acabado nos 30 minutos do segundo tempo. Mas não, ele prefere 'não perder' a 'ganhar'. Tá certo? Talvez. Mas é chato.
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    Rodrigo Neves

    novembro 29, 2025 AT 05:57
    A ausência de Piquer foi um desastre tático. A lateral direita foi um vácuo absoluto, e o Cruzeiro explorou isso com precisão cirúrgica. O Palmeiras, mesmo liderando, está vulnerável.
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    Talita Resort

    dezembro 1, 2025 AT 00:52
    Acho que o futebol tá virando xadrez. Cada movimento calculado, cada passe seguro... e o torcedor? Só torcendo pra não sofrer. Mas no fim, o que importa é o título, né?
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    Luciano Hejlesen

    dezembro 1, 2025 AT 09:32
    o cruzeiro ta com muita pressao e o palmeiras ta com a cabeca no titulo... mas se o flamengo vencer a proxima... tudo muda
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    Estrela Rosa

    dezembro 2, 2025 AT 20:17
    Eita, que jogo... e ainda assim, o Palmeiras tá na frente. A gente não precisa de show, precisa de ponto. 🤫
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    Janaina Jana

    dezembro 3, 2025 AT 00:01
    Futebol é isso. Às vezes o mais inteligente vence, não o mais bonito
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    Lucas Lima

    dezembro 4, 2025 AT 17:36
    A filosofia de jogo de Abel Ferreira é uma manifestação de hegemonia tática contemporânea: a priorização da eficiência estrutural sobre a estética performática. A pressão alta combinada com a verticalidade nas transições, aliada à compactação defensiva, representa um paradigma pós-moderno de domínio territorial no futebol moderno. O Cruzeiro, por sua vez, operou sob uma lógica de contenção reativa, o que, embora taticamente coerente, evidencia uma limitação ontológica na capacidade de gerar autonomia ofensiva.
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    Dailane Carvalho

    dezembro 5, 2025 AT 16:28
    Isso é o que acontece quando o futebol brasileiro vira um jogo de contabilidade. O Palmeiras não merece ser campeão por isso. O futebol é para ser emocionante, não para ser calculado como um balanço financeiro.
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    Cláudia Pessoa

    dezembro 7, 2025 AT 09:41
    o jardim é um gênio mas o cruzeiro nao tem o elenco pra brigar pelo titulo
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    Adelson Freire Silva

    dezembro 8, 2025 AT 10:13
    O Abel tá jogando como se o título já fosse dele... mas e se o Flamengo fizer 5 a 0 no próximo jogo? E se o Cruzeiro fizer 6 a 0 no Fortaleza? Aí a gente vê se o 'não perder' ainda vale de verdade. 🤷‍♂️
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    Lidiane Silva

    dezembro 9, 2025 AT 02:41
    Eu sei que parece chato... mas cada defesa do Gustavo Gómez, cada passe do Bruno Fuchs, cada respiração contida do time... é amor. É dedicação. E isso, meu Deus, é mais bonito que qualquer gol. ❤️
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    Renato Lourenço

    dezembro 11, 2025 AT 01:42
    A análise do jogo é profundamente superficial. A ausência de Piquer não apenas comprometeu a lateral direita, mas desestabilizou o eixo de transição defensiva, gerando uma falha estrutural que foi sistematicamente explorada pelo Cruzeiro. A pressão alta de Jardim, aliada à contenção de Ferreira, resultou em um jogo de equilíbrio instável, onde a eficiência estatística não reflete a qualidade tática. O empate, embora funcional, é um sintoma de uma crise de identidade ofensiva.

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